domingo, 17 de fevereiro de 2008

METHODIC


1 – Salve amigos da Methodic!!!! É um prazer conversar com vocês! Pra inicio me diga o por que de mudar o nome da banda que antes era Bloody O'Mary para este atual ou na verdade vocês acabaram ela e começaram esta banda agora do zero?
Geison: Adauto, gostaríamos de agradecer a oportunidade de contar um pouco de nossa história em seu respeitado zine. Sobre a Blood´o Mary foi isso mesmo que aconteceu, acabamos com ela e formamos a Methodic.

2 – Quais foram os trabalhos lançados com a Blood O'Mary, como se sairam eles perante o publico e imprensa e como foi a distribuição e divulgação?
Geison: Into The Dead 2000 e God Bless You em 2003. No primeiro registro a média de idade da banda era 16 anos, não tínhamos conhecimento, então partimos em busca de informações. Na época bandas como Malice Garden e Posthumous eram nossas referências. Os dois trabalhos foram bem aceitos com críticas positivas e até destaque da edição na Revista Roadie Crew. A distribuição era feita por nós, sem nenhuma divulgação.

3 – "A Monument to Nothing" vem recebendo boas criticas ne mesmo? Como vcs tem recebido estas criticas? Receberam alguma critica negativa, qual o motivo dado ao critico para tal...?
Geison: O disco vem recebendo vários elogios de críticos e do pessoal que adquiri o material, gostaria aqui mais uma vez agradecer quem esta nos apoiando. A recepção desses elogios, esta sendo feita da melhor maneira possível sempre agradecendo e tentado tirar proveito de tudo o que é comentado. O ponto negativo seria apenas que o álbum saiu em Cdr, mas quem esta disposto a ajudar releva este detalhe.

4 – Rapture Records foi a responsável pelo lançamento deste primeiro álbum, foi a única gravadora que se dispôs a lança-lo? Estão satisfeito com o trabalho deles?
Geison: Mandamos para algumas gravadoras, mas a única que se dispôs a lançar foi a Rapture. Com o problema do CDr ficou meio complicado o trabalho deles. Estamos na expectativa do que será feito.

5 – A única coisa negativa que percebi neste álbum foi ele ser em CDr e não prensado como eu esperava. Porque disso cara? Você não acha que será muito negativo pro trabalho de vocês a Rapture ter lançado desta forma? Tu sabe se os outros lançamentos deles também foram em CDr?
Geison: É complicado, pois acompanhamos a negociação e vínhamos esperando um produto, quando chegamos lá era outro, e como já tínhamos gasto uma boa grana com os encartes, ficamos sem escolha. Sabemos que isso atrapalha a nós e a Rapture, mas não fomos nem a primeira e nem a última banda que buscou outra forma de lançar o material e passou por apuros, em relação a Rapture, eles nunca lançaram ninguém desta forma.

6 – Já musicalmente o Methodic detona em um fudido Thrash Metal com partes Death Metal, na veia de um Death, Coroner, Obituary, Destruction, Forbidden, Atheist e etc. Elas são difíceis de compor? Como elas são construídas?

Héctor - Todos sentem dificuldades em determinado momento, mas nos concentramos em compor da forma que fique evidente nossas características musicais. Nós criamos os riffs de guitarra primeiro, depois aprendemos elas individualmente e em conjunto durante os ensaios.

7 – O encarte/capa é outra parte do álbum que se sobre sai a este detalhe já citado. Me diz qual a mensagem/significado por traz da capa e de quem foi a idéia? O que acharam do trabalho do Alcides "Burns" e levou a optar por ele?
Héctor - A idéia da capa é um panorama do futuro humano, uma imagem da espécie humana como uma experiência falha. E a cada dia mais acontecimentos nos trazem essa imagem a tona. O trabalho do Alcides ficou excelente, ele é um grande profissional e se tivéssemos outro disco para lançar agora, faríamos a capa com ele hehehehe.

8 – As letras tratam de que temas e o que os inspiraram para escrevê-las?
Héctor - Nós abordamos a realidade destes tempos de crescente caos e desesperança.

9 – Como é a cena ai em sua cidade e estado? Quais bandas, zines, festivais e selos existem e apóiam? Como ver a nossa cena atual com o avanço da tecnologia com a internet, o mp3, etc?
Geison: Em nossa cidade são poucas as pessoas que gostam e apóiam, mas o estado de Santa Catrina é repleto de ótimas bandas, com festivais tradicionais, cara vou citar alguns festivais e algumas bandas pois são muitas: Festivais, Bob Rock, River Rock, Orquídea Rock Festival, Steel Festival com mais de 30 edições, Vooadera, Delicia, Filhos do Metal, 92 FM metal Fest, Splatter Night. Bandas: Rhestus, Ovários, Enforcer, Shadow Of Sadness, Vulkro, Monster Truck, Sodamned, Forest Of Demons, Infektus, Carnal Hate, Warmagedoom, Creevice, Juggernaut, Khrophus, Inner Decay, Night Wolf, Gangrena Inc, meu é muita banda, cada uma tem sua participação, citei apenas algumas, em relação a selos conheço poucos. E sobre a internet, vou colocar a citação do Mauricio batera do Anúbis que esta no Zine Crush The Cross “A internet veio para ficar. Temos só que doma-la, não deixar que ela atrapalhe nossas vidas e vire um monstro”.

10 – E no campo dos shows como tem sido depois do lançamento do "A Monument to Nothing"?
Héctor - Estamos ansiosos para tocar e ensaiando muito. Aguardamos a quem estiver disposto de conhecer nosso som para entrar em contato e conversarmos.

11 – Cara, a ultima faixa ultrapassa os 5:41 prometidos no encarte, comente sobre a sua continuação em um instrumental de dedilhados e outros sons. Valeu a paciência e por conceder-me esta entrevista. Valeu!!!
Héctor - Nós que agradecemos o seu espaço aqui, muito obrigado! Essa ultima musica é um experimento que nós fizemos usando algumas idéias de violão e guitarra, então decidimos usar ela como um encerramento para o CD. Mais uma vez muito obrigado e grande abraço a todos.

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